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  Domingo, 06 de Maio de 2007


DreamFall – The Longest Journey

publicado por Ed

DreamFall – The Longest Journey

Para primeira review do Gamed (e minha primeira participação no mundo dos blogs!), escolhi DreamFall, a sequela do aclamado jogo de aventura gráfica The Longest Journey.


(Para quem não conhece The Longest Journey foi criado pela FunCom (empresa Norueguesa) em 1999 e considerado como uma das melhores aventuras gráficas de sempre. A acção deste jogo decorre nos universos paralelos denominados Arcadia e Stark, em que no primeiro a magia é dominante, sendo que no segundo a ciência e tecnologia se encontram. Neste título, jogamos com a personagem (e heroína!) April Ryan e o nosso principal objectivo é restabelecer o equilíbrio entre estes dois mundos, que vinha a ser ameaçado e que estava a tornar-se cada vez mais instável.


Felizmente em 2004 o governo Norueguês tomou a decisão de, pela primeira vez, financiar parcialmente o desenvolvimento de um jogo. Foi então possível desenvolver e criar DreamFall.)


Lançado em Abril de 2006, DreamFall apresenta novas personagens e um estilo de jogo um pouco diferente, no entanto permite também voltar a jogar com algumas das personagens que celebrizaram o primeiro título desta série. Desta vez a Terra foi vítima de uma grave calamidade, denominada Colapso (Collapse) onde toda a tecnologia falhou e em que todos os contactos com as colónias terrestres foram cortados. Em termos cronológicos, estes acontecimentos passam-se após o suposto desaparecimento de April Ryan de Stark (terão mesmo que jogar Longest Journey para entenderem). Com o decorrer da aventura ficamos a perceber também que, após o Colapso, foi criada uma rede wireless que controla não só todas as comunicações como quase todos os sistemas com um qualquer impulso eléctrico. Ao avançarmos somos também confrontados com a existência do Sindicato (Syndicate) que, à lá Big Brother, nos transmite uma ideia de omnipresença controladora durante o tempo de jogo. O ano é 2219, a cidade Casablanca e a personagem que controlamos (não é a única) chama-se Zoë Castillo.


DreamFall tem início com uma pequena apresentação jogável que nos permite ficar um pouco familiarizado com a jogabilidade (movimentos da câmara, sensibilidade do rato, funcionamento do point-and-click, etc…) e nos lança um primeiro «enigma». Temos o nosso primeiro contacto com a personagem principal (Zoë Castillo) que se encontra numa situação delicada e que nos leva então para um passado não muito distante. Somos depois transportados para o quarto de Zoe, onde encarnamos a personagem e onde começamos realmente a jogar.

À medida que avançamos vamos conhecendo outras personagens, (amigos, inimigos, conhecidos, ex-namorado…) todos eles importantes para o desenrolar dos acontecimentos. É desta forma que nos começamos a deixar levar neste novo mundo, que consegue transmitir a mesma beleza de cenários fantásticos (da mesma forma que o primeiro título desta aventura) e nos continua a envolver com a sua brilhante storyline (imaginada e criada por Ragnar Tørnquist) com constantes twists e enigmas por resolver.


Como todos os grandes títulos, a componente sonora não foi deixada ao acaso em DreamFall – The Longest Journey. Desde os diálogos (estamos a falar de diversos milhares de voice samples), passando pela banda sonora com músicas perfeitamente encaixadas de acordo com os cenários e com uma versão CD lançada em Agosto de 2006, que inclusive foi nomeada para os MTV Vídeo Music awards na categoria de «Best Vídeo Game Score». Um dos vários artistas que participa com temas nesta banda sonora é Magnet (Even Johansen) que compôs «Be with you» especificamente para o jogo e «emprestou» mais 3 títulos dos seus primeiros 2 álbuns.

Todas estas sonoridades, juntamente com o trabalho impecável dos actores que dão voz às personagens, conseguem recriar um ambiente extremamente envolvente e que se adapta perfeitamente às diferentes fases do jogo, deixando-nos cada vez mais presos à medida que este vai avançando.


Em termos técnicos, este título apresenta-se com gráficos e cenários muito bons fazendo uso das mais recentes técnicas de modelação 3D, havendo aqui e ali alguns pormenores menos conseguidos mas que em nada prejudicam a concepção gráfica geral. Os movimentos das personagens estão fluidos e o lip sync muito bem sincronizado. Os cenários conseguem reproduzir diferentes tipos de ambiente (a luminosidade de Casablanca e a chuva em Newport, por exemplo) de forma muito agradável e bonita.

DreamFall apresenta também um sistema de luta que é utilizado diversas vezes no decorrer desta aventura. Esta é uma inovação relativa ao título anterior e que embora se apresente um pouco simples e rudimentar, consegue trazer uma pequena componente de acção a este jogo.

No entanto, na minha opinião há dois aspectos técnicos negativos a destacar. O primeiro prende-se com os constantes ecrãs de «Loading» que surgem durante o jogo. Estes conseguem mesmo ser bastante incomodativos, principalmente nas primeiras horas de jogo em que somos obrigados a explorar vários recantos do cenário e movimentar-nos não raras vezes para frente e para trás na busca de respostas e soluções para os diversos enigmas. São apenas 2 ou 3 segundos, mas os suficientes para quebrar um pouco o flow da aventura em determinadas situações. O segundo está relacionado com o sistema de câmaras. Este pode mesmo ser um caso de extrema habituação pessoal à câmara do WoW, mas o que é certo é que muitas vezes o movimento da câmara me parece pouco natural em relação ao movimento realizado pelo rato. Muitas vezes via-me obrigado a parar o movimento da personagem e reflectir sobre qual a movimento que devia dar ao rato para que a câmara se posicionasse exactamente onde pretendia.


No global, penso que esta aventura gráfica consegue trazer de novo para o ecrã o magnífico ambiente que existia em The Longest Journey e que deve ser jogado por todos os apreciadores do género (e não só). Ter jogado ao primeiro título desta série não é obrigatório, mas permite uma melhor percepção do ambiente e traz muitas boas recordações das várias horas passadas a jogar com April Ryan. Voltar a Newport (e ainda para mais ouvir as primeiras notas de «My Darling Curse» de Magnet), foi umas das (várias) boas recordações em DreamFall que me fizeram retroceder para o ano 2000, ano em que tive o primeiro contacto com esta saga.


Fico então à espera que DreamFall Chapters veja a luz do dia (parece tudo muito bem encaminhado) para nessa altura lançar mais uma review sobre a saga aqui no Gamed.

 
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